Calendário agrícola: entenda como usar e veja dicas para otimizar o plantio!

 

 

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Safra vai, safra vem, e os riscos e custos permanecem. Visando reduzir isso, os calendários agrícolas são feitos em diversos setores cultivares. O principal objetivo deles é servir como orientação ao agricultor em relação a alguns detalhes, como a época para a adubação, o tempo que leva do plantio até a colheita, etc.

 

Tendo em mente que nosso país tem uma grande extensão territorial, a variedade dos produtos compatíveis com o solo é muito vasta, e os calendários agrícolas funcionam como um guia para simplificar a vida do agricultor. Essa ferramenta ajuda na organização e também no controle de datas e de períodos, sem deixar de relevar a região e o clima em que a produção será feita.

 

Neste post, falaremos mais sobre o calendário agrícola, como usá-lo, ao que atentar etc. Boa leitura!

 

 

O funcionamento do calendário agrícola

 

O primeiro passo de qualquer trabalho deve ser o planejamento, o que não é diferente na agricultura. Sendo assim, o produtor precisa observar tudo o que se passa, que vai desde a necessidade da população até a capacidade da empresa de atender à demanda.

 

Plantar arroz em um local em que as temperaturas são muito baixas ou altas não é válido, já que esse tipo de planta não suporta tais condições climáticas, por exemplo.

 

Conhecer as propriedades da natureza externa influencia totalmente a decisão a ser tomada em relação ao tipo de cultura que será implantada no solo do seu terreno. As dimensões da área do cultivo e, até mesmo, a distância do produto em relação ao centro de distribuição devem ser analisadas.

 

Após ter conhecimento de tudo o que pode ser explorado no seu sistema de produção, é a hora de começar a sua empreitada da forma mais produtiva possível. Isso tudo deve ser utilizado em conjunto ao calendário agrícola, o qual já dispõe de dados necessários para levar sua produção adiante, com informações importantes sobre cada tipo de cultura a ser feita.

 

As informações geralmente contidas no calendário são:

 

  • precipitação anual;
  • ciclos chuvosos;
  • variação de temperatura;
  • umidade do ar;
  • épocas adequadas para o plantio e para a colheita de acordo com a região;
  • velocidade do vento;
  • zoneamento agrícola.

 

Utilizando esses dados, o aumento da produtividade da safra é concreto. A tranquilidade gerada a partir do manuseio dessas informações pelo agricultor, ao saber claramente o que deve ser feito em cada momento, faz com que o trabalho seja fluido e sem grandes complicações.

 

Por mais que o calendário seja algo incrível, é importante se lembrar de que cada região do país tem suas próprias características. Por conta disso, o calendário brasileiro é segmentado de acordo com cada uma delas. Isso pode variar totalmente as datas de plantio e de colheita, o que requer um cuidado maior.

 

 

Os calendários correspondentes às regiões do país

 

Como citado, o calendário varia de acordo com a região do Brasil. Sendo assim, detalharemos as informações regionais a seguir, sendo elas respectivamente referentes ao cultivo, ao plantio e à colheita.

 

Sul:

 

  • ameixa: julho — setembro — outubro;
  • amendoim: setembro — janeiro — abril;
  • arroz: setembro — novembro — abril;
  • aveia: abril — outubro — dezembro;
  • café: setembro — maio — novembro;
  • cítricos: outubro — dezembro — março;
  • erva mate: abril — março — agosto;
  • feijão: agosto — outubro — março;
  • fumo: agosto — dezembro — junho;
  • soja: setembro — janeiro — maio;
  • tomate: agosto — data indeterminada;
  • trigo: maio — setembro — dezembro;
  • uva: julho — outubro — dezembro.

 

Sudeste:

 

  • algodão: outubro — março — julho;
  • alho: março — 3 a 4 meses depois;
  • ameixa: julho — data indeterminada;
  • amendoim: setembro — dezembro — março;
  • banana: o ano inteiro — um ano depois;
  • batata: abril — 3 a 4 meses depois;
  • café: outubro — abril — setembro;
  • cana-de-açúcar: outubro — abril — setembro;
  • cebola: fevereiro — 4 a 6 meses depois;
  • cítricos: outubro — todo o ano;
  • feijão: outubro — janeiro — abril;
  • mandioca: setembro — março — julho;
  • milho: outubro — janeiro — junho;
  • pêssego: julho — data indeterminada;
  • tomate: agosto — data indeterminada;
  • uva: julho — outubro — dezembro.

 

Nordeste:

 

  • algodão: janeiro — junho — dezembro;
  • amendoim: março — maio — agosto;
  • arroz: outubro — janeiro — abril;
  • cacau: início da chuva — fevereiro — maio;
  • cana-de-açúcar: setembro — novembro — abril;
  • coco: início da chuva — 6 meses depois;
  • feijão: outubro — janeiro — abril;
  • fumo: agosto — dezembro — fevereiro;
  • mandioca: março — junho — outubro;
  • manga: fevereiro — janeiro — dezembro;
  • milho: outubro — fevereiro — junho;
  • soja: outubro — fevereiro — maio;
  • uva: dezembro — dezembro – março/junho – julho.

 

Norte:

 

  • arroz: outubro — data indeterminada;
  • coco: início da chuva — 6 meses depois;
  • guaraná: janeiro — novembro — dezembro;
  • mandioca: setembro — março — julho;
  • maracujá: todo o ano — um ano depois;
  • milho: agosto — data indeterminada.

 

Centro-oeste:

 

  • algodão: novembro — abril — junho;
  • amendoim: novembro — março a abril;
  • arroz: setembro — janeiro — abril;
  • cana-de-açúcar: outubro — abril — dezembro;
  • mandioca: setembro — março — agosto;
  • milho: outubro — fevereiro — junho;
  • soja: outubro — janeiro — maio;
  • tomate: fevereiro — abril — outubro.

 

 

Com o uso do calendário agrícola, a administração do andamento das lavouras se torna muito mais simples aos produtores. Dessa forma, é possível evitar problemas que normalmente ocorrem por conta da falta de planejamento ou, até mesmo, de supervisionamento dos processos.

 

Também vale ressaltar a importância de contar com outras metodologias e tecnologias, como ferramentas digitais e sistemas eletrônicos, e sempre considerar as questões climáticas.

 

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